Eu queria perguntar-te sobre o que fizeste dos teus sonhos. Jogaste-os ao largo da vida e do dissabor? Enterraste-os nas profundezas do oceano onde nem lá eles podem iluminar as criaturas abissais? Limitaste teus caminhos e deitastes por terra todas as tuas esperanças, belos pensamentos vãos da tua alma solitária.
Podemos ter vidas paralelas, cotidianos diversos e opiniões divergentes, mas todos nós podemos ter os mesmos sonhos. Porque a base do sonhar é a mesma, nasce do desejo, pequena chama, cresce com a esperança, a combustão, traduz-se em actos, a labareda e culmina com o esforço do querer, incendeia. Se o caminho é tortuoso e cheio de armadilhas, de doces enganos e pequenas derrotas, saibas que estas são duras ferramentas da vida para te testar, te colocar à prova, te fazer mais forte, mas nunca para que desistas e te afastes dos teus sonhos.
Mas ficaste perdido para sempre na busca dos teus ideais. Quisera eu poder voltar atrás justo no momento em que entregaste teus sonhos às sombras da vida e os nossos caminhos seguiram rumos diferentes. Do teu nada restou além da dor, da mágoa e da escuridão. Eu vivo em busca de alimentar meus sonhos, de esconder minhas desilusões através do meu sorriso, de dissimular minha alegria nos palcos da vida.
Hoje escrevo estas linhas na esperança que minhas palavras toquem teus sonhos adormecidos e que talvez amanhã possamos despertar e sonhar juntos mesmo estando distantes, porque compartilhar os sonhos é uma forma de unirmos nossos desejos e nossos corações solitários, cansados de dor. Estejas onde estiveres, saibas que o sonho que deves ter sempre é aquele bem pequeno, só teu e que ninguém pode tirar-te, é o sonho de sonhar, de nunca deixar de sonhar...







Liz










































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